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Mudar1

(Re)Pensar Canicultura


Mudar. Para melhor.


Queremos mudar o Clube Português de Canicultura. Os sócios querem a mudança.

Nós entendemos, partilhamos dessa vontade, e queremos concretizá-la. Por isso decidimos "(Re)Pensar Canicultura", fazendo deste o lema da candidatura alternativa à Direcção, mas também da nova atitude daqui por diante. Atitude que queremos seja comum a todos os sócios, pois somos a candidatura da mudança plural, responsável e inclusiva.

As nossas prioridades apontam para a avaliação da situação em que encontrarmos o Clube, para uma gestão rigorosa em termos financeiros, para a abertura aos sócios e para o reforço decisivo da acção e influência do Clube na sociedade, tornando-o interlocutor privilegiado e obrigatório junto das entidades políticas e administrativas no que ao Cão diga respeito.


Suportada num diversificado conjunto de pessoas, esta candidatura beneficia das variadas carreiras profissionais dos cinco membros, a quem asseguraram independência e realização. Adicionalmente, todos desempenhámos já funções políticas e técnicas no mundo associativo e no Clube, o que nos confere também conhecimento e experiência específicos. Tudo isso pomos agora ao serviço do Clube para o engrandecer e tornar uma instituição de prestígio na sociedade portuguesa, conquistando uma voz que ganhe credibilidade e se faça ouvir no país e no mundo.


A nossa aposta respeita a história do Clube e defende a construção do futuro com ousadia, recuperando o tempo perdido. Esta candidatura é, porém, responsável e compreende o momento difícil com os constrangimentos que a sociedade atravessa, o que também impede promessas fantasiosas. Por isso, não prometemos o que vá além do permitido pelos actuais estatutos, nomeadamente o seu Art.º 2.º (que define o Objecto de actuação), ainda que admitamos a sua revisão futura. De outra forma, estaríamos a falar em sonhos, a atirar meras ilusões em tempo eleitoral para tentar conquistar votos. Tal como o são medidas há muitos anos reclamadas e até prometidas, mas só agora anunciadas como inovadoras para pôr em prática em tempo de eleições.


As propostas de “(Re)Pensar Canicultura” são responsáveis e baseiam-se na nossa realidade, não em fantasias eleitoralistas, para podermos gerir com prudência o património que é de todos. Somos a alternativa da mudança efectiva, até porque nenhum de nós esteve em Direcções anteriores. Trazemos a diversidade e a inclusão, garantidas pelas valências de cada um dos candidatos, e queremos uma participação alargada no debate sobre o futuro do Clube e da Canicultura, incluindo o desenho do projecto para alteração dos Estatutos.


Queremos “(Re)Pensar a Canicultura” para garantir a representatividade justa a todos os sócios e a todas as modalidades, respeitando as especificidades de cada uma e seguindo princípios de paridade:

- Os desafios da caça, a regulamentação das provas funcionais, a congregação dos clubes das raças a ela ligadas, a formação de juízes, a proporcionalidade dos apoios a atribuir;

- Ouvir realmente as escolas filiadas e praticantes credenciados, promover cada modalidade junto do grande público, aprofundar o papel do Cão na sociedade em termos lúdicos, desportivos e terapêuticos;

- Acolher e estimular novos desportos caninos como meios de atrair público às actividades cinófilas;

- Optimizar e aprofundar a formação de juízes, comissários, condutores, figurantes e outros agentes.


A par de tudo isso, encaramos as raças caninas portuguesas como o maior desígnio do Clube também para o Século XXI, pelo que vamos dar continuidade ao trabalho já desenvolvido por alguns dos membros desta candidatura, assim como outros projectos já lançados ou idealizados, tendo em vista readaptar as nossas Raças, todas de trabalho, às exigências dos tempos contemporâneos (guarda, companhia, desporto, etc.) . Iremos também promovê-las junto do grande público, em particular as menos procuradas e menos conhecidas, com a intenção de as fazer equivaler entre si dentro das suas especificidades.


Porque a canicultura não depende apenas da vontade de cada um, mas da interacção entre vários organismos, defendemos que o Clube Português de Canicultura seja realmente parceiro numa sociedade moderna, que seja a instituição a ouvir e respeitar quando o tema for O Cão. Para isso, vamos pôr a funcionalidade do cão de raça ao serviço da sociedade, após uma ampla discussão entre intervenientes credenciados.

Temos plena consciência de que há matérias que não são da competência do Clube e que prometer tutelá-las é entrar num perigoso pântano ou fazer promessas vãs. Mas estamos decididos a reforçar a ligação com entidades externas e com elas estabelecer protocolos, sejam na área política e social com os Ministérios da Agricultura, Ambiente e da Acção Climática, Administração Interna, Defesa Nacional ou Educação; sejam do campo da formação e conhecimento, com instituições de ensino acreditadas como as ligadas à Medicina Veterinária, Engenharia Zootécnica ou Agronomia, que possam até apoiar a inclusão de conteúdos ligados ao Cão e às Raças Caninas Portuguesas; sejam ainda na área da segurança, em que iremos protocolar com forças militares, militarizadas, policiais e bombeiros, nas quais o cão pode ser um elemento ainda mais determinante.


Seremos ainda parceiros, dentro das nossas atribuições, das instituições que tutelam o abandono animal, principalmente o cão. Áreas como o bem-estar, comportamento, terapias, actividades assistidas e outras que digam respeito à mais-valia que o cão signifique na sociedade civil serão igualmente objecto de protocolo com organismos vocacionados e reconhecidos nessas áreas sensíveis.


Paralelamente, estamos decididos a reformular e optimizar os protocolos com Clubes de Raça, Raças Portuguesas, organizações de eventos, entre outros, bem como delinear outras parcerias inovadoras no domínio dos patrocínios e da organização de eventos, nunca nos restringindo exclusivamente a empresas de produtos ligados à área animal.

Por tudo isto, somos a alternativa ambiciosa, mas realista e sem utopias, que saberá dialogar com a sociedade por ter uma visão aberta do mundo.


Não descuraremos, antes pelo contrário, valorizaremos a vida interna do Clube, implementando uma gestão de rigor orçamental que será o garante para atingirmos os restantes desígnios e, ao mesmo tempo, reganhar a confiança dos sócios através da transparência.

O funcionamento interno desta grande Instituição de Utilidade Pública assim o merece e exige. Agiremos segundo os Estatutos, ainda que defendamos a sua revisão quanto à limitação de mandatos, competências dos órgãos, objecto social ou filiações de clubes. Queremos também repensar o organigrama interno, o funcionamento das delegações para um efectivo serviço, a reformulação total do CPC Jovem, a colocação dos espaços e património à disposição dos sócios, além de organizar uma videoteca e uma biblioteca física e digital e lançar uma publicação periódica de temas de relevo para a canicultura e a cinotecnia.


A alternativa que propomos passa ainda por criar e divulgar merchandising atractivo sobre o cão, o cão de raça e o Clube Português de Canicultura, bem como pela dinamização dos eventos com um maior respeito pelo público, atraindo-o e cativando-o para o apaixonante mundo do cão de raça. Iremos mesmo solicitar oportunamente um grande evento de nível europeu ou mundial para cada modalidade federada, provando a capacidade inegável de o organizarmos com a dignidade inerente. 


Também para isso contamos com todos os sócios, pois eles é que são o Clube. Aliás, comprometemo-nos a lançar de imediato um inquérito sobre as preocupações dos canicultores, com resultados no espaço de 6 meses.


Estamos decididos a aproveitar as valências de todos ao serviço da canicultura e é nesse espírito que vamos constituir as Comissões, incluindo apoiantes e não apoiantes desta candidatura. Vamos ainda convocar todos os sócios a colaborar, nomeadamente através de partilha dos seus espólios, para a elaboração e consolidação de património cinotécnico ao serviço de todos. E desenvolveremos uma campanha para novos sócios, continuando a motivar os já existentes com a alteração das práticas e da vida do Clube.


É um renovado Clube Português de Canicultura o que propomos.

Defendemos a mudança com responsabilidade, conhecimento e consciência. Recusamos a “caça às bruxas”, o ostracismo ou o travão na evolução de cada agente de canicultura. Queremos que o Clube seja de todos, a todos respeite e corresponda. Porque o Clube faz-se de todos, com todos e para todos. Queremos levar todos os sócios a “(Re)Pensar Canicultura”. E a agir. A Mudar para melhor.


Mais do que uma proposta, “(Re)Pensar Canicultura” é aceitar o desafio de não adiar o presente e marcar o futuro. A bem da Canicultura e do CPC.

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